CMV alto: onde está vazando o lucro do seu restaurante
Todo dono de restaurante já viveu essa cena: o movimento está bom, o salão cheio, o delivery não para — e no fim do mês sobra pouco ou nada. Na maioria dos casos, o culpado é um CMV inflado por vazamentos silenciosos que ninguém está medindo.
1. Porcionamento sem padrão
Quando cada cozinheiro serve "no olho", a variação de custo por prato pode passar de 15%. Sem ficha técnica com peso e medida exatos, o prato que deveria custar R$ 9 vira R$ 11 em dias de rush, e ninguém percebe.
2. Perda e desperdício não contabilizados
Insumo vencido, corte errado, sobra que vai pro lixo: tudo isso é CMV que você pagou e não vendeu. Se ninguém registra essas perdas, elas somem da conta — mas continuam saindo do seu bolso.
3. Furo de estoque
Diferença entre o que deveria ter em estoque (pelo sistema) e o que realmente tem na prateleira é sinal de desvio, erro de lançamento ou insumo usado fora da ficha técnica. Restaurantes sem contagem periódica raramente enxergam isso a tempo.
4. Cardápio com pratos "isca" mal calculados
Promoções e combos são ótimos para atrair cliente, mas se o preço foi definido "no feeling" e não em cima do custo real, você pode estar subsidiando o prejuízo de cada combo vendido.
5. Compra sem cotação recorrente
Fornecedor de insumo principal sem revisão de preço a cada poucos meses é dinheiro deixado na mesa — reajustes passam despercebidos e o CMV sobe aos poucos, sem nenhum evento único que chame atenção.
6. Falta de rotina de acompanhamento
O maior vazamento de todos é não medir. Sem CMV calculado mês a mês, prato a prato, esses cinco problemas anteriores continuam existindo — só que invisíveis, até o caixa não fechar.
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