Controle de estoque em restaurante: como evitar perdas e furos
Estoque é um dos pontos cegos mais comuns na gestão de restaurantes, pizzarias e lanchonetes: sem controle, ele vira uma caixa-preta que só se abre quando falta insumo no meio do rush ou quando o CMV do mês não fecha.
Os dois problemas opostos do estoque sem controle
De um lado, comprar demais gera capital parado, validade vencendo e insumo perdido. Do outro, comprar de menos gera falta de produto no cardápio, compra emergencial mais cara e cliente insatisfeito. Os dois problemas têm a mesma raiz: ausência de dado confiável sobre o que realmente existe na prateleira.
Contagem periódica é inegociável
Contagem de estoque não pode ser anual nem "de vez em quando". O ideal é contagem completa mensal, com contagens rápidas semanais dos itens de maior giro e maior custo (proteínas, queijos, insumos importados).
Curva ABC: nem todo insumo merece a mesma atenção
Classifique os insumos por relevância financeira: os itens da curva A (poucos itens, mas que representam a maior parte do custo) merecem contagem e acompanhamento rigorosos; os da curva C podem ter controle mais simples, sem consumir tempo desproporcional da equipe.
Estoque conectado à ficha técnica
O controle de estoque só fica realmente confiável quando comparado ao que deveria ter sido consumido segundo a ficha técnica de cada prato vendido. Divergência entre "estoque teórico" e "estoque físico" é o sinal mais claro de perda, desvio ou porcionamento fora do padrão — e é justamente esse cruzamento que a maioria dos restaurantes nunca chega a fazer sozinha.
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