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Os erros mais comuns de pizzarias na hora de precificar a pizza

OrbitFood·27 de julho de 2026·6 min de leitura
Os erros mais comuns de pizzarias na hora de precificar a pizza

Pizzaria tem uma característica que complica a precificação: o mesmo prato-base (a massa) vira dezenas de produtos diferentes, cada um com custo de recheio distinto. Isso cria armadilhas específicas na hora de definir o preço.

Erro 1: precificar pizza meio a meio pela média simples

Cobrar a média aritmética entre os dois sabores parece justo, mas ignora que alguns recheios têm CMV muito mais alto que outros. Em pizzarias com grande variação de custo entre sabores, isso corrói a margem exatamente nas combinações mais pedidas.

Erro 2: não calcular o custo real da borda recheada

Borda recheada é um adicional popular, mas frequentemente é vendida com acréscimo fixo que não reflete o custo real do recheio usado — catupiry, cheddar e chocolate têm custos muito diferentes entre si.

Erro 3: ignorar a perda de massa no processo

Sobra de massa, disco fora do padrão, erro de abertura: tudo isso é insumo pago e não vendido. Pizzarias que não medem esse índice de perda subestimam o custo real de cada pizza produzida.

Erro 4: não diferenciar o preço do delivery e do salão

Como em qualquer segmento, o delivery de pizza carrega taxas de aplicativo e embalagem específica (caixa reforçada, por exemplo) que raramente são incorporadas ao preço cobrado no app.

Como corrigir

A correção passa por ficha técnica individual de cada sabor (não só da massa-base), cálculo de custo real de cada meio a meio pela soma proporcional dos ingredientes, e revisão do preço do delivery considerando as taxas específicas desse canal. Pizzarias que fazem esse ajuste costumam descobrir que alguns sabores "queridinhos" do cardápio, na verdade, quase não davam lucro.

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